terça-feira, 8 de dezembro de 2009

7) O que é ouro de tolo?

Existe um minério que, por lembrar minério de ouro, é conhecido como ouro de tolo. Trata-se da pirita (FeS2). Ouro real é mais denso, mais mole, maleável e sem estrias.
) Qual o elemento metálico mais abundante?

O alumínio é o elemento metálico mais abundante na Terra e na Lua. Ele compõe mais de 8% da crosta terrestre e nunca é encontrado livre na natureza. Seu principal minério é a bauxita (hidróxido de alumínio) mas quase todas as rochas têm alumínio em sua composição. O primeiro indivíduo a conseguir alumínio puro foi Sainte-Claire Deville (1818-1881) em 1854, graças aos grandes incentivos de Napoleão III que via no alumínio o futuro da indústria bélica.
3) Qual o elemento químico mais abundante na Terra?

O oxigênio é este elemento e compõe cerca de 49,5% da massa da crosta terrestre, da água e da atmosfera da Terra. O segundo lugar fica com o silício. Dióxido de silício e silicatos em geral fazem parte de cerca de 87% dos materiais da crosta terrestre.
2) Qual o elemento químico mais abundante do universo?

Estima-se que 75% da massa contida no universo seja de hidrogênio. Em termos de quantidade de átomos, a estimativa é de que 90% dos átomos do universo sejam de hidrogênio. O segundo lugar fica com o hélio.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

As origens de uma das mais preocupantes epidemias do mundo atual.
No começo do século XX, os habitantes da selva africana tinham o costume de se embrenharem pela densa mata em busca da carne dos macacos. Durante a caça, muitos macacos apresentavam resistência e mordiam os seus futuros predadores. Logo que conseguiam abater um exemplar, esses caçadores colocavam o animal morto e ensanguentado em suas costas. Não raro, o sangue do primata abatido entrava em contato com as feridas daquele caçador africano.

Naquele exato instante, o SIV – um vírus que ataca o sistema imunológico dos macacos – entrava em contato com o organismo humano. Em pouco tempo, a ação desse micro-organismo dava origem ao HIV, responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Nesse meio tempo, vários comerciantes de carne de macaco circulavam pelo território africano em cidades onde gastavam seu lucro com as prostitutas locais. Dessa forma, a AIDS acometia as suas primeiras vítimas.

Inicialmente, o reconhecimento da doença e sua transmissão pelo ato sexual eram completamente desconhecidos. Os relatos dos sintomas da AIDS eram comumente confundidos com algum tipo de pneumonia ou anemia profunda. Ao atingirmos a década de 1960, as várias guerras de independência no continente africano fizeram com que alguns infectados se refugiassem na Europa. A partir de então, o vírus da AIDS foi espalhado em novas regiões do planeta.

Um dos primeiros casos registrados no continente americano apareceu no Haiti, no ano de 1978. Na década de 1980, período em que a doença começou a ter maior notoriedade, as explicações para a AIDS circulavam em torno das mais variadas hipóteses. Inicialmente, alguns especialistas identificaram como uma espécie de câncer que acometia somente os homossexuais. Além disso, recomendava-se que o contato com os doentes fosse sistematicamente evitado.

Por conta da alta mortalidade, várias noções equivocadas começaram a se direcionar contra os portadores do vírus HIV. Entretanto, nas últimas décadas, novas pesquisas indicaram as formas de transmissão da doença e que qualquer pessoa – independente da sua escolha sexual – poderia ser acometida pela síndrome. Paralelamente, o desenvolvimento de potentes medicamentos ofereceu uma qualidade de vida maior para os infectados.

Ainda que tantas informações sejam disponibilizadas, vemos que a questão do preconceito e de outros mitos está ligada à doença. Em muitos casos, jovens ignoram a necessidade do uso de preservativos por saberem que os remédios podem oferecer uma vida relativamente confortável. Ao todo, estima-se que vinte e cinco milhões de pessoas tenham sido vitimadas pela doença e que outros 33 milhões sejam portadores do HIV.
É comum perceber a areia movediça na praia.
A areia movediça é um fenômeno natural que se forma quando um grande fluxo de água preenche espaços existentes sobre finas partículas de areia que se encontram soltas. Essa junção faz com que a areia se torne móvel como um líquido e por seu movimento recebe o nome de “movediça”.

Normalmente esse fenômeno acontece nas margens dos rios, lagos, praias, pântanos e em regiões próximas a fontes subterrâneas. Apesar de ocorrer em maior número nas regiões acima citadas, a areia movediça pode ser formada e encontrada em qualquer local que exista água e areia que possam se unir.

Erroneamente vemos em filmes e desenhos que, basta segurar em algo para conseguir escapar da areia movediça, o que não é verdade. O peso de uma pessoa que está na areia movediça equivale ao peso de um carro médio, ou seja, é muito difícil retirar uma pessoa da areia. Se acontecer de um indivíduo começar a afundar na areia o importante é que ele não se movimente, pois o movimento faz com que a areia se comporte como líquido e faz com que o indivíduo afunde ainda mais, portanto deve-se permanecer imóvel para que o corpo consiga flutuar.

A flutuação do corpo acontece porque a densidade dele é menor do que a densidade da areia. Dessa forma, basta que o indivíduo tenha paciência para esperar o tempo de flutuar, já que cada poço de areia movediça possui uma relação diferente entre água e areia, apresentando assim maior facilidade para flutuar ou não. São raros os fenômenos fundos, porém se algum indivíduo cair em uma areia movediça funda basta seguir a instrução anteriormente citada.
Apesar dos avanços científicos, as epidemias ainda causam grande inquietação na humanidade.
No mundo contemporâneo vivemos uma situação, no mínimo, contraditória. A tecnologia e o conhecimento que permitem a cura de várias doenças vêm causando também o surgimento que novas epidemias que amedrontam diversas populações. Em geral, a utilização de alimentos geneticamente modificados, os agrotóxicos e a própria degradação da natureza em si são os fatores fundamentais que explicam o surgimento das epidemias, que não são nenhuma novidade na história humana.

Há mais de 3000 anos, os egípcios sofreram com um terrível surto de varíola que atingiu vários membros desta antiga civilização. A mesma doença, séculos mais tarde, atormentou o Japão (séc. VIII) e serviu como elemento de dominação das populações nativas da América, quando, no século XVI, os colonizadores espanhóis transmitiram a doença para os astecas.

No século V a.C., o mundo grego estava vivenciando um terrível conflito interno que colocava atenienses e espartanos em lados opostos. Conhecida como a Guerra do Peloponeso, esta contenda militar acabou assinalando a derrota dos atenienses. Segundo os relatos da época, como se já não bastasse a habilidade militar de seus inimigos, os atenienses foram acometidos por uma terrível e misteriosa doença que ficou conhecida como a “grande praga de Atenas”.

Continuando ainda pelo mundo antigo, também devemos destacar a malária como uma doença já reconhecida pelos romanos. Na época, não sabendo a relação entre o mal e a picada do mosquito Anopheles, eles acreditavam que a malária seria contraída em regiões impregnadas de “ar ruim”. Não por acaso, como medida preventiva, buscaram aterrar as regiões pantanosas que encontravam. Atualmente, cerca de 250 milhões de pessoas ainda sofrem com essa terrível anomalia.

No período medieval, o movimento cruzadista foi útil para que a população europeia fosse acometida pela lepra. Os soldados cristãos que eram atingidos pela doença, ao invés de serem vistos com repulsa, tinham suas mãos beijadas em reconhecimento de seus feitos sagrados. Dois séculos mais tarde, por conta das péssimas condições de higiene das cidades, a Peste Negra acabou matando 25 milhões de europeus em apenas três anos.

Ao contrário do que se pensa, a falta de planejamento dos espaços urbanos ainda serviu para a contração de outras doenças ao longo do tempo. No século XIX, vários centros urbanos asiáticos, europeus e americanos foram assolados com os efeitos devastadores da cólera. De maneira semelhante, os efeitos da febre tifoide foram decisivos para que grande parte dos soldados napoleônicos morresse durante o precipitado avanço dos franceses contra as gélidas e miseráveis terras russas.

No século passado, os horrores da Primeira Guerra Mundial não poderiam ser relacionados somente ao poderio bélico dos países envolvidos no combate. A gripe espanhola acabou matando cerca de 20 milhões de pessoas que viviam na Europa ou passaram por lá entre os anos de 1914 e 1918. No fim desse século, a geração do “amor livre” ficou aterrorizada quando, na década de 1980, a AIDS se transformou em uma terrível epidemia que hoje acumula um índice de 35 milhões de infectados.